
Como fabricar telha térmica: PU injetado ou EPS?
A telha térmica — também chamada de painel sanduíche — é formada por duas chapas metálicas com um material isolante entre elas. É o que garante conforto térmico e acústico em galpões, câmaras frigoríficas, frigoríficos, divisórias industriais e obras comerciais.
Para quem já fabrica telha simples, entrar na telha térmica costuma ser o passo natural de expansão. E a primeira decisão é sempre a mesma: qual isolante usar — PU injetado ou EPS? Ela define o equipamento, o investimento e o produto que você vai conseguir vender.
As duas tecnologias
PU / PIR injetado. O poliuretano entra líquido e expande dentro do painel, entre as duas chapas já posicionadas. Ele preenche todo o vão e adere às chapas na própria expansão.
EPS. O isopor entra como placa já pronta, encaixada entre as chapas durante a montagem do painel. Não há reação química na linha.
A diferença prática: o PU exige uma etapa de injeção e cura; o EPS exige logística e estoque de placas. Um pesa no processo, o outro pesa no almoxarifado.
Como funciona a injeção de PU
Na Prensa PU Fixa, a injeção é manual e o painel se forma assim:
- As duas chapas são posicionadas na prensa, com a matriz do perfil desejado
- A mesa superior, acionada por cilindros hidráulicos, ajusta a altura conforme a espessura do painel
- Braços tipo gancho travam as mesas — essa trava é o que resiste à pressão da expansão e mantém a espessura constante
- O PU/PIR é injetado e expande entre as chapas, preenchendo o vão
- Após a cura, o painel sai pronto
Todo o equipamento é controlado por painel touch screen.
O ponto que costuma passar despercebido na hora de comprar: trocando apenas a matriz, a mesma prensa produz perfis diferentes — telha/telha, telha/forro ou painel/painel. Um equipamento, três produtos.
Como funciona a linha com EPS
Com EPS o caminho é contínuo, não por bateladas. A Marafon fabrica duas linhas:
- Linha Contínua Painel — EPS — Painel: prioriza velocidade de fabricação e qualidade de acabamento em painéis térmicos com preenchimento em EPS
- Linha Perfiladeira de Telha — EPS — Ráfia: mesma lógica aplicada à telha térmica, com acabamento em ráfia
Como não há espera de cura, a linha contínua entrega mais metros por hora. Em compensação, exige volume constante para se pagar.
Manual ou contínuo: o volume decide
Essa é a pergunta que importa mais do que a escolha do isolante.
A prensa fixa com injeção manual tem investimento menor e aceita produção intermitente — você produz painel quando tem pedido, sem parar a linha principal. É a porta de entrada natural.
A linha contínua só faz sentido com demanda firme e recorrente. Ela ganha em cadência, mas pressupõe que há pedido esperando.
Na prática, muita indústria começa pela prensa fixa, valida o mercado, e só depois migra para a linha contínua.
Por que trazer a injeção para dentro
Se você já tem perfiladeiras de telha e hoje terceiriza a parte térmica, a conta costuma ser desfavorável de três formas ao mesmo tempo:
- Custo — você paga a margem de outra empresa e o frete de ida e volta do material
- Prazo — seu pedido entra na fila de produção de terceiro, não na sua
- Padrão — quem define a qualidade do isolamento é quem injeta, não quem vende
Integrar a injeção transforma telha simples em painel térmico dentro da sua própria fábrica — e muda o produto que você consegue ofertar, não só o custo.
As Linhas Automáticas Termoacústicas Marafon
- Prensa PU Fixa — injeção manual de PU/PIR, com regulagem hidráulica de altura e painel touch screen. Perfis telha/telha, telha/forro e painel/painel
- Linha Contínua Painel — EPS — Painel — velocidade e acabamento em painéis com EPS
- Linha Perfiladeira de Telha — EPS — Ráfia — telha térmica com EPS e acabamento em ráfia
Por onde começar
Antes de escolher equipamento, responda três coisas: que perfil você quer vender (telha, forro ou painel), qual volume mensal você consegue sustentar, e se você já tem a perfiladeira que alimenta a linha. As três juntas indicam se o caminho é prensa fixa ou linha contínua.
Há mais de 40 anos o Grupo Marafon fabrica linhas de corte e conformação para bobinas de aço, com fabricação 100% interna no complexo de Piracicaba/SP.
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